Quinta-feira, Abril 02, 2009

Sentada na sombra dos meus pesadelos adormeço.
Invento castelos onde passamos tempos infinitos ao calor da lareira, a ver o luar.
Construo palácios onde te posso amar e sussurrar no teu ouvido que és tu, tudo o que mais quero.
Pinto quadros em tons de sonho, onde estou aninhada no teu colo só a ver-te sorrir.
Fabrico o mundo encantado à imagem do admirável mundo novo onde te encontrei.

Gostava de acordar e perceber se sonho, ou perceber se o sonho se transformou em pesadelo ou gostava pelo menos de acordar e ficar perdida a ver-te dormir, mesmo que não te me fosse permitido tocar-te,
Perdi-me no dia em que te quis ter para sempre. Perdi-me em todos os detalhes que nos fizeram ser um.
Cada vez que acho que te perco, percebo que afinal nunca te tive, mas que me tens, toda, completa.

E perco-me em mim, por não ter em quem me perder.
Mas também porque tu estares ai para me encontrar.

CAMINHO

Percorro o tempo e o espaço do vazio.
Fico nesta sombra, até amanhecer.
À espera que me venhas acordar ou que me faças companhia ao adormecer.

Quero aquele instante em que nos olhamos e vale por tudo o que sentimos.

Tenho-te aqui, mesmo ao meu lado, à distância de um olhar e continuo sem saber se te tenho, se me queres, se te mereço.
Tenho-te aqui, encostado no meu abraço,
para te ter mais perto só tenho de dar mais um nó aos braços,

mesmo assim, dramatizo.

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Dia da mentira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Há muitas explicações para o 1 de Abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

Terça-feira, Março 31, 2009

Não sei porquê...

Há monstros a passear pelo mundo...Alguns habitam as arvores, outros aparecem com a rebentação das ondas...Ou são apenas fruto da imaginação demente de seres com pensamentos abstractos e sado-estranhos.

Esses monstros somos nós?
Ou somos apenas a monstruosa mente que os pensa?
E se os pensarmos em frente a um espelho? Será que eles se materializam e nos assombram os sonhos?

Há monstros a passear pelo mundo... Têm a forma da imaginação, a cor dos sentimentos e a temperatura de uma tarde chuvosa no inicio do Verão.
Alguns duram 76 segundos, outros uma vida inteira (e chegam mesmo a ter cabelos brancos!)

Existem monstros que pensam,mas que vivem só para quem os escreve.
Existem monstros que escrevem, mas que existem só para quem os lê.
Existem monstros que lêem, mas que não sabem o quê.
...

!confusão!

Traição = do Lat. traditione, entrega

entregar


passar às mãos de outrem;
dar a alguém a posse definitiva ou temporária de;

depor nas mãos de, confiar, depositar;

dar, restituir;

pagar, satisfazer;

denunciar, delatar, trair a confiança;


v. refl.
,
render-se;

confiar-se;

dedicar-se.

Sexta-feira, Março 27, 2009

Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2009

Dia Mundial do teatro foi criado pelo ITI -Instituto Internacional de Teatro/UNESCO

Augusto Boal (Encenador e Teórico Brasileiro, criador do Teatro do Oprimido)

Todas as sociedades humanas são espectaculares no seu quotidiano e produzem espectáculos em momentos especiais. São espectaculares como forma de organização social e produzem espectáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas de forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de ideias e paixões, tudo aquilo que fazemos no palco fazemos sempre nas nossas vidas: nós somos teatro!
Não só os casamentos e funerais são espectáculos, mas também os rituais quotidianos, que por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só rituais de pompa, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Parlamento ou uma reunião diplomática – tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espectáculos da vida diária onde os actores são os próprios espectadores, o palco é a plateia e a plateia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver, tão habituados estamos apenas a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida quotidiana.
Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver num mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com o nosso dinheiro guardado n
um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas das suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.
Há vinte anos atrás, eu encenei "Fedra" de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espectáculo, eu dizia aos meus atores: - “Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida”.
Vendo o mundo para além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, géneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em vossas casas com os seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!
Actores somos todos nós, e o cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!

Quarta-feira, Março 25, 2009

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e tornar-se um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


Fernando Pessoa

"Não mije na tampa da sanita... O pessoal não tem o cú absorvente!!!" Muito bom!!! =)


para ver a imagem maior é só clicar!

Segunda-feira, Março 16, 2009

Ilha da Armona


Pois que ai por cima não se andava a passar nada, pois que estava farta de mandar CV's e não ter respostas, pois que estava farta... vim até aos Algarves, para este belo paraíso... Continuo com a rotina de ver os mails de manha, responder a anúncios... Comunicar com o exterior e ver se por algum acaso as pessoas ainda se lembram de mim e têm um trabalhinho para mim...
MAS, depois da rotina deprimente, lá vou eu, passadeira fora, apanhar umas belas conquilhas e uns grandes berbigões para o almoço... praia, sol... boa vida... não fosse o dinheiro estar a acabar e o panico a ficar instalado estava de facto no paraíso...
Boa vida! Estou quase capaz de apanhar um barco, ir a terra pedir um emprestimo, comprar o restaurante à beira mar plantado e envelhecer por aqui...
Sei lá...
Por agora estou aqui, depois logo se vê!

Domingo, Março 15, 2009